Pesquisa do Datafolha mostra irrealidade eleitoral

A realidade pode ser muito cruel para quem foi mal acostumado, ou ainda para quem não é afeito a aceitar os desejos do povo

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A maioria dos brasileiros acompanha desconfiadíssimo – e com razão – o resultado das últimas pesquisas eleitorais divulgadas pelo instituto Datafolha. Nelas, uma reviravolta espetacular indicando uma tendência que não vê nas ruas, nas redes sociais, nos bate-papos nos finais de semana, ou no que fora publicado dias atrás, por outro instituto de pesquisa: o DataPoder360.

Segundo o primeiro instituto, o Datafolha, uma candidata quadrienal, de pouco carisma eleitoral e que não desperta qualquer posicionamento político mais inflamado – a senhora Osmarina Silva, conhecida por Marina Silva, candidata à Presidência pelo partido Rede, ex-petista da gema e ex-ministra do hoje presidiário, Luiz Inácio Lula da Silva -, será a sucessora de Michel Temer.

Apuraram que ela, se as eleições fossem hoje, seria a nossa próxima presidente em um eventual segundo turno disputado com o fenômeno eleitoral Jair Bolsonaro, levando 42% dos votos válidos contra 32% do candidato do PSL.

A pesquisa do mencionado instituto ainda prevê algo mais espantoso: Jair Messias Bolsonaro poderia perder a disputa até mesmo para Ciro Gomes, politico com conhecida rejeição eleitoral, e, com quem estaria empatado tecnicamente no caso de um possível segundo turno. A inquirição divulgada mostra ainda que o pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL) nem apareceria mais como favorito na briga pelo segundo turno, e que a ex-senadora Marina Silva (Rede) disputaria com o ex-ministro Ciro Gomes (PDT).

O Datafolha teria entrevistado, segundo publicado pelo jornal Folha de São Paulo, 2.824 eleitores de 174 municípios brasileiros nos dias 6 e 7 de junho.

Acontece que, em data anterior à divulgação do Datafolha, precisamente uma semana atrás, o instituto DataPoder360 mostrou que o ex-capitão Jair Bolsonaro (PSL) segue firme na liderança isolada na corrida pela Presidência da República.

Em três cenários pesquisados (entre os candidatos mais competitivos), o deputado federal receberia de 21% a 25% dos votos, de acordo com a combinação de nomes apresentados. O estudo não cogitou a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (preso e inelegível). O principal adversário do deputado seria Ciro Gomes (PDT), que ficou em segundo lugar em todos os testes, ficando entre 12% e 11% na preferência dos entrevistados.

Segundo consta no levantamento do DataPoder360, foram consultadas 10.500 pessoas através de telefones fixos e celulares, ouvidos em 349 municípios em todas as regiões do Brasil, no período de 25 a 31 de maio.

Coincidentemente, de acordo com o Datafolha, menos de 48 horas após a derrubada da lei do voto impresso pelo Supremo Tribunal Federal, a conjuntura mudou milagrosamente, e mostrou-se diametralmente oposta ao que estava sendo observado no país: a ascensão e consolidação do nome do presidenciável Jair Bolsonaro como o provável futuro presidente do Brasil.

É importante ressaltar que, não apenas o DataPoder360, mas outros tipos de sondagens setoriais foram feitas, como por exemplo, a da Agência XP Investimentos, em que perguntaram aos integrantes das principais instituições do mercado financeiro sobre o cenário eleitoral, e o resultado foi parecido ao encontrado pelo DataPoder360.

A sondagem da XP revelou que 48% dos entrevistados acreditam que o deputado federal Bolsonaro ganhará o pleito. E que para 44%, o cenário mais provável no segundo turno, seria a disputa entre Ciro Gomes e Bolsonaro. Marina Silva, apontada pelo Datafolha como vencedora da disputa no segundo turno contra Bolsonaro, aparece apenas com 5% dos votos. O que mostra claramente que seu nome não possui muita consistência na corrida presidencial.

Foto:Divulgação

Outro exemplo: a pesquisa realizada nos período de 6 a 11 de junho do presente ano, pelo Instituto Paraná, no estado do Rio Grande do Sul (conhecido como um dos tradicionais “redutos da esquerda nacional”). Nela, Jair Bolsonaro aparece com 29,5% de intenções de voto, seguido por Marina Silva ( 10,4%) e Ciro Gomes ( 10,3%).

Foto: Divulgação

Muitos se perguntam, mas qual a explicação para resultados tão diversos em um mesmo cenário eleitoral?

A resposta pode ser dada pelos interesses midiáticos e eleitorais no Brasil. A surpreendente “reviravolta” mostrada pelo Datafolha – que pertence ao grupo da Folha de São Paulo, parece estar divorciada da realidade das ruas, dos aeroportos, dos eleitores nacionais e seus anseios. Ela encontra eco apenas em alguns setores nacionais, interessados na manutenção do nosso estamento burocrático. Por outro lado, pesquisas eleitorais costumam falhar fragorosamente.

A eleição do americano Donald Trump é uma prova disso, já que o azarão Trump era tido como um fácil candidato a ser derrotado por Hillary Clinton e figurava com ampla desvantagem em todas as sondagens feitas.

Ademais, institutos de pesquisa que admitem consultar o nome de um presidiário como candidato, por si só não mereceriam ser levados muito a sério, pois parece-nos elementar que a sede administrativa do Palácio do Planalto não pode ser transferida para uma cela da Polícia Federal. Outro dado importante, um instituto de pesquisa que pertence a um grupo que, descaradamente, milita e põe seu jornalismo em favor da esquerda mundial, merece a total desconfiança dos brasileiros, devendo ser visto com extrema cautela.

Nas eleições de 2014, segundo levantamento feito pelo Yahoo Brasil, o Datafolha errou 63% por cento das previsões de intenção de votos válidos para cargos executivos envolvendo os principais candidatos no primeiro turno. E sempre quando erra, o instituto camarada erra em favor dos candidatos petistas e seus aliados.

O intuito de tais pesquisas duvidosas é claro: confundir o eleitor, apelando – via mídia – para uma mudança artificial no rumo eleitoral do país. Trajetória essa que não possui em seu curso o favoritismo de nenhum candidato com DNA marxista e que dessa forma, contraria os desejos das redações nacionais e de toda uma casta que há décadas domina a política brasileira.

A realidade pode ser muito cruel para quem foi mal acostumado, ou ainda para quem não é afeito a aceitar os desejos do povo. Resta-lhes, portanto, o esperneio e o uso de todos os métodos – sujos ou não – para vencer a guerra eleitoral.

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Postado por Claudia Wild

Advogada, Colunista do Portal Hora Extra e a Reunião. Correspondente Timelinews na Alemanha.

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