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Emissoras de Rádio/TV realizam censura enquanto pedem liberdade de expressão

Uma análise sobre os bastidores do jornalismo atual em emissoras de rádio e tv, onde a única liberdade de expressão é o interesse explícito em determinadas condições favoráveis.

É notório no mundo do jornalismo uma militância desnecessária em função da liberdade de expressão. Precisamos desmistificar este assunto de uma vez por todas pois para execrar personalidades como por exemplo Donald Trump, o prato é farto e bem servido. Cria-se um estereótipo em volta do que não é aceito no cerne da emissora/redação/equipe de produção e em seguida, definido os interesses da empresa, taca-lhe pau como diria o saudoso Marcelo.
Um desses exemplos é a Rede Globo, que em seus telejornais e programas de talk show, tem realizado um verdadeiro chororo em função da tal liberdade de expressão. Não é novidade nenhuma que jornalistas se achem o dono da verdade, os Deuses do “eu tenho a razão”.
Temos que de alguma maneira deixar claro que isto não é verdade, e que jornalistas são escravos da verdade, por mais que tentem manipulá-la.
Em se tratando da corrida presidencial, tivemos um exemplo claro, aliás dois, de como os comunicadores hoje em dia possuem um ego gigantesco, que em determinadas situações, simplesmente se acham os donos da razão, proprietários da verdade e arautos da arbitrariedade.
Na rádio Guaíba, um repórter, excedeu-se depois de uma entrevista com o candidato Jair Bolsonaro, onde em conversa prévia para definir os moldes da entrevista, e tendo as condições sido aceitas pela direção da emissora, demonstrou total arbitrariedade e ainda acusou equivocadamente o candidato de censurá-lo, tendo a situação culminado com o pedido de demissão do repórter ao vivo.

Também esta semana ocorreu uma treta monstra no programa pânico da Jovem Pan, onde a comunicadora Amanda também pediu demissão, logo após confusão ao vivo na entrevista do MC Biel.

Para completar nossa análise sobre este comportamento, mostramos uma reportagem realizada em Pernambuco, onde Dona Josefa, uma feirante tem sua fala interrompida bruscamente ao citar o candidato de sua preferência. O fato ocorreu na cidade de Jucati.

Como podemos observar, em meio a tantos pedidos de liberdade de expressão, a única liberdade que determinados veículos jornalísticos almejam é a de expressão única deles, com os interesses deles, mesmo que isso implique em censurar o entrevistado.
Nem vamos falar no episódio da “Folha de São Paulo” com a denúncia (?) de caixa 2 do whastapp, pois estaríamos chovendo no molhado. Em 30 anos de carreira, o radialista que assina esta matéria sabe muito bem do ego que acompanha alguns profissionais do ramo, fazendo-os perder toda a credibilidade e conquistando a esmagadora antipatia do ouvinte/telespectador. Enfim, se querem liberdade de expressão, o façam em sua totalidade, e não apenas no que possa render os famigerados 15 minutos de fama. Que se evite a ditadura de opiniões e faça-se o verdadeiro jornalismo responsável.

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Walter Viana

Radialista DRT 2292 MG, Técnico em manutenção de emissoras de rádio e tv. Apaixonado por tecnologia e aficionado por comunicação, mídia e jornalismo

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Editor

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Radialista DRT 2292 MG, Técnico em manutenção de emissoras de rádio e tv. Apaixonado por tecnologia e aficionado por comunicação, mídia e jornalismo