Eleições 2018 Visão Geral

Os principais acontecimentos na política neste fim de semana
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Candidatos oficializaram candidatura neste final de semana, saiba quem são e a quais partidos pertencem.

Marina Silva

Marina oficializou sua candidatura. Foto: Divulgação

Marina Silva foi oficializada como candidata à Presidência da República pela Rede Sustentabilidade. O médico sanitarista Eduardo Jorge, do Partido Verde (PV), também foi apresentado oficialmente no encontro como vice na chapa.

Em seu discurso, Marina agradeceu o apoio da família e disse que a candidatura dela e de Eduardo Jorge é a que está em melhores condições de unir o país. Ela ressaltou também que a aliança com seu vice não é por conveniência, nem por tempo de TV ou dinheiro, mas para ajudar a transformar o Brasil. Segundo Marina Silva, a campanha dela será limpa, sem notícias falsas e sem destruir biografias. “Não vamos fazer fake news, não vamos desconstruir biografias. Eu não posso ter sido colega do Ciro durante o tempo que ficamos no governo trabalhando juntos e, agora, só porque pensamos diferente, começar a mentir e destruir a vida da pessoa. A mesma coisa em relação à Alckmin, à Bolsonaro, a quem quer que seja. Eu quero entrar nesta campanha para oferecer a outra face junto com o Eduardo.” A presidenciável disse que, se eleita, pretende fazer uma revisão na reforma Trabalhista. Ela reafirmou o compromisso com programas como Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida, além de melhorias no Sistema Único de Saúde. No evento, uma das maiores lideranças religiosas do Brasil declarou apoio à Marina Silva. O pastor emérito da Primeira Igreja Batista, Oliveira de Araújo, se disse cheio de esperança e orgulhoso por poder participar da convenção. “Meu coração está cheio de esperança, carregado de alegria e emocionado mesmo por participar deste momento emblemático. Há esperança sim! É isso que tem que mover o nosso coração para poder sair por aí fazendo campanha e pedindo voto para a Marina.” Marina Silva nasceu em uma pequena comunidade chamada Breu Velho, no Seringal Bagaço, no Acre. Em 1984, Marina Silva ajudou a fundar a CUT (Central Única dos Trabalhadores) no estado. No ano seguinte, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT).

Foi eleita pela primeira vez a um cargo público nas eleições de 1988, quando foi a vereadora mais votada de Rio Branco. Nas eleições de 1990, foi eleita deputada estadual. Nas eleições gerais de 1994, foi eleita senadora, aos 36 anos, tendo sido reeleita no pleito de 2002. Além disso, Marina foi ministra do Meio Ambiente no governo do ex-presidente Lula.

Geraldo Alkmin

O PSDB oficializou neste sábado (4) Geraldo Alckmin como candidato à Presidência da República. O anúncio foi feito na convenção nacional do partido, em Brasília. O nome do ex-governador de São Paulo foi aprovado por 288 votos. O resultado foi anunciado pelo vice-presidente do PSDB, o ex-governador de Goiás Marconi Perillo.

Em seu primeiro discurso como candidato, Alckmin ressaltou a responsabilidade de sua candidatura e afirmou que o país passa por um momento grave. Citou o desemprego e a corrupção como problemas a serem resolvidos e que deseja ser presidente para mobilizar o entusiasmo e a confiança dos brasileiros. “Vamos mudar o Brasil e devolver aos brasileiros a dignidade que lhes foi roubada. Aceito ser o candidato pelo PSDB e pelos demais partidos que aqui nos apoiam, desta ampla aliança dos que acreditam no caminho do desenvolvimento, e não na rota da perdição do radicalismo, que acreditam na união que constrói e amplia, e não na divisão que nos paralisa e diminui.” A senadora Ana Amélia, do Partido Progressista, foi confirmada oficialmente como vice-presidente de Alckmin. Em discurso, Ana Amélia enfatizou que aceitou o desafio por acreditar na união como forma de retomar o crescimento do país. “A esperança que nasce hoje é o compromisso que me fez aceitar o maior desafio da minha carreira profissional. Quando recebi o convite honroso para compor a chapa de Geraldo Alckmin à Presidência da República. Este desafio me foi posto porque eu não poderia como política, que entrou no Senado Federal com a vontade de mostrar à sociedade brasileira que política tem jeito.” Antes mesmo da oficialização da convenção, o PSDB já havia fechado com o bloco conhecido como “Centrão”, formado por PP, PR, DEM, PRB e Solidariedade. A coligação conquistada por Alckmin garante o maior tempo de propaganda eleitoral na TV e rádio. O tucano terá cerca de 4 minutos e 40 segundos – o que representa 38% do tempo total fornecido aos candidatos à Presidência.

Álvaro Dias

Álvaro Dias com candidatura oficializada. Foto: Divulgação

O senador Álvaro Dias foi oficializado como candidato à Presidência da República neste sábado (4). A convenção nacional do partido Podemos, que ocorreu em Curitiba, também lançou o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, como vice na chapa.

Em seu discurso, Álvaro Dias anunciou que, se eleito, vai convidar o juiz federal Sérgio Moro para ser ministro da Justiça, e repetiu os pilares de sua pré-candidatura resumidos na promessa de “refundar a República”. O candidato do Podemos tem 73 anos e está no quarto mandato de senador. De 1987 a 1991, foi governador do Paraná, à época pelo PMDB. Na década de 1970, foi deputado federal por três legislaturas. Antes, foi vereador de Londrina (PR) e deputado estadual no Paraná. Álvaro Dias foi eleito senador em 2014 pelo PSDB, depois foi para o PV e, em julho de 2017, migrou para o Podemos, antigo PTN. Após ser oficializado como candidato, Álvaro Dias disse que convocou uma “seleção para derrotar a impunidade, a injustiça e a corrupção nesse país”. Ele fez críticas aos privilégios das autoridades e ao sistema político que se coliga “simplesmente” com o objetivo de ter mais tempo de campanha na televisão.

Luiz Inácio Lula da Silva

O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou neste sábado (4) a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. A senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do partido, fez o anúncio durante a convenção nacional da sigla, em São Paulo. Movimentos sociais e entidades sindicais como o MST, CUT e UNE marcaram presença no evento. Também compareceu à convenção lideranças do partido, como a ex-presidente Dilma Rousseff, o candidato ao governo de São Paulo pelo partido, Luiz Marinho, o ex-ministro Celso Amorim, o ex-prefeito da capital paulista Fernando Haddad e o senador Lindbergh Farias. Apesar de confirmar o nome de Lula, a candidatura do ex-presidente deve ser barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por conta da Lei da Ficha Limpa. Preso desde abril deste ano, o petista foi condenado em segunda instância a 12 anos e um mês por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do “Triplex do Guarujá”. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luiz Fux, antecipou nesta semana o seu posicionamento sobre a candidatura do ex-presidente Lula. O registro das candidaturas termina no próximo dia 15 de agosto.

General Mourão

O militar Jair Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PSL, anunciou neste domingo (5) o nome do general da reserva Hamilton Mourão (PRTB) como seu vice na chapa.

Depois de longas conversas e vários negativas, como da advogada Janaína Paschoal e do general Augusto Heleno (PRP), Bolsonaro oficializou o nome de Mourão em convenção do partido do general, o PRTB, com a presença do presidente da legenda, Levy Fidelix e de Hamilton Mourão. Levy Fidelix disse que a parceria do PSL com o PRTB é uma união dos partidos de direta no Brasil, que “são conservadores e pensam de forma igual”. Antonio Hamilton Martins Mourão é gaúcho de Porto Alegre e tem 64 anos. Entrou para o Exército em 1972 e ficou na ativa até fevereiro de 2018. Ele ganhou notoriedade em 2005, quando chefiava o Comando Militar do Sul. Bolsonaro também anunciou que o príncipe Luiz Philippe de Orléans e Bragança, membro da Família Real, será o futuro ministro das Relações Exteriores de seu governo, caso seja eleito.

Janaína Paschoal

Janaína Paschoal usou o Twitter neste sábado (4) para anunciar que não será vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSL). A advogada alegou que, em caso de vitória, não poderia se mudar para Brasília por motivos familiares. Com a negativa de Janaina Paschoal, o mais cotado para assumir o posto é Luiz Philippe de Orléans e Bragança, membro da família real brasileira. Antes da negativa da advogada, o candidato do PSL já havia tentado acordo com o senador Magno Malta (PR-ES) e o general da reserva Augusto Heleno (PRP), em ambos os casos, sem sucesso. De acordo com o calendário eleitoral, os partidos têm até este domingo (5) para indicar os vices de suas chapas.

Marta Suplicy

Marta Suplicy anunciou, por meio de sua assessoria, que não é mais filiada ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e que não disputará as reeleições deste ano. A declaração foi feita por meio de uma carta em que a senadora disse não ser “novidade que os partidos políticos brasileiros, de forma geral, encontram-se fragilizados, acuados e sem norte político” e que, desta forma, “não conseguem dar respostas à crise de credibilidade que se abateu sobre eles”. Por isso, Marta acredita que vai contribuir mais para mudanças atuando na sociedade civil.

A senadora estava no MDB desde 2015 após ter deixado o Partido dos Trabalhadores, onde militou por 33 anos. Marta Suplicy era cotada para ser vice na chapa do candidato do MDB à Presidência, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles. A saída foi confirmada pelo presidente do partido, senador Romero Jucá, que afirmou que a senadora saiu por “motivos pessoais”.

Germano Rigotto é vice de Meirelles

Em convenção estadual do MDB no Rio Grande do Sul, neste domingo (5), o candidato ao Planalto, Henrique Meirelles oficializou o ex-governador gaúcho Germano Rigotto como candidato a vice-presidente na chapa.

Em discurso para platéia composto em sua maioria por candidatos a deputados e senadores emedebistas, o ex-governador declarou ser uma honra estar ao lado de Meirelles na corrida presidencial. Rigotto afirmou a importância de o MDB concorrer ao Planalto em uma candidatura própria, após 24 anos. “Quando convocado agora para estar ao lado de Henrique Meirelles, eu recordo que a tese da candidatura própria volta com força. O MDB terá sua cara própria, terá suas teses, terá aquilo que vamos defender nessa campanha eleitoral com um homem honrado, digno, um homem que tem uma bagagem como nenhum outro candidato à presidência tem. Um homem preparado para as transformações que o Brasil precisa”. Meirelles, que teve sua candidatura confirmada na última quinta-feira com aprovação de 85% da legenda, ressaltou que ter Rigotto como vice fará uma “grande diferença” na disputa. O ex-ministro da Fazenda disse ainda que, em época de extremismos, é fundamental conta com um “bom exército”, com aqueles que “só acreditam na democracia como sistema político”. “Eu quero contar com vocês, e quero contar com meu companheiro Germano Rigotto. Quero contar com a sua experiência no setor público para trabalharmos juntos na implantação desse pacto de confiança pelo Brasil. Conto com você nessa caminhada e sei que é difícil, mas eliminei da minha vida a palavra impossível”. Não é a primeira vez que Meirelles fala em confiança e que, para ele, não existe a palavra impossível. Essa é uma das bandeiras que o candidato tem defendido, sempre lembrando de sua trajetória como presidente do Banco Central no governo de Lula e como ministro da Fazenda de Temer. Fonte : Agência do Rádio
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Postado por Walter Viana

Radialista, técnico em rtv, blogueiro,aficionado por tecnologia e comunicação.

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