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Defensores de causas não comparecem em Audiência Pública

Ausência de representantes de associações, causa, e empresas interessadas, frustrou reunião.

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Poços de Caldas-MG. Ontem (10/05) foi realizada uma audiência pública no auditório do teatro municipal da Urca, onde a administração apresentou aos munícipes o plano de mobilidade urbana. A audiência pública contou com a participação de técnicos da UNIFEI, Universidade Federal de Itajubá que mediante contrato, realizou todo o estudo para elaboração da proposta, que deve ser encaminhada para apreciação do legislativo.

Foram debatidos diversas perspectivas e características do projeto, que não agradou o público presente, havendo ainda questionamentos diversos, tanto do valor pago a instituição, bem como ausência de representantes de diversas causas.

Propostas como ciclovia, charretes, e até a possibilidade de reativação da linha férrea no município sequer foram debatidas, o polêmico monotrilho não foi nem citado.

Embora haja uma constante campanha nas redes sociais, contra charretistas, nenhum representante desta causa se fez presente. Impossibilitado o debate de uma solução viável.

O mesmo pode se dizer dos defensores da linha férrea conhecida como “trenzinho”. Nenhuma proposta foi sequer apresentada pela UNIFEI e muito menos pôde ser debatida.

A ciclovia, não foi exceção e também não houve a participação de representantes desta solicitação na audiência pública.

Os técnicos da UNFEI, durante 50 minutos fizeram um diagnóstico do trânsito da cidade, análise que segundo alguns participantes, poderia ser realizada por uma comissão municipal, com integrantes que “vivem” a realidade e o dia a dia da cidade.

Poucas pessoas compareceram à audiência.

Entre as ausências questionadas, as de representantes da atual concessionária de transporte público, representantes da 3ª idade, e associações que não estiveram presentes.

Muitas queixas também sobre a divulgação da audiência, que segundo alguns munícipes sequer tomaram conhecimento nem da data e horário.

Personalidades importantes se manifestaram durante o uso da palavra, entre elas Os Ex-Prefeitos Paulinho Couro Minas e Luiz Antônio Batista. A oratória mais do que pertinente foi importante para esclarecimentos, e elucidou algumas questões confusas. Segundo Luiz Antônio Batista, mostrou que a UNIFEI e Administração não cumpriram o cronograma estabelecido em uma reunião anterior no ano de 2018.

“No começo da minha explanação eu mostrei que eles não cumpriram com o que foi mostrado na reunião do ano passado, de criar uma comissão de acompanhamento dos trabalhos e pelo menos duas reuniões para discussão das propostas. Isto não aconteceu , a empresa não fez o combinado e o Secretário não cobrou nada deles. Pelo que ficou claro a administração sequer discutiu com a Unifei o que considera importante no plano. “

Luiz Antônio Batista enfatizou as mudanças na área do terminal de linhas urbanas:

“Eu cansei de falar no ano passado que o Plano de Mobilidade seria fundamental para a implantação do novo sistema de transporte coletivo da cidade. O assunto no entanto ficou irrelevante dentro do projeto e se a cidade inteira sabe que aquele terminal está saturado, o Projeto mantém as linhas e o sistema tal qua está hoje. Ficou claro que o Secretário tomou conhecimento do projeto ontem .”

Para Luiz Antônio Batista, ficou claro a ineficiência e gasto desnecessário com o Projeto:

“A importância que deram ao projeto foi tão pequena que este Plano só vai servir para mostrar ao MP que foi feito um documento , que eles enganando a eles e ao MP, chamam de Plano de Mobilidade. Infelizmente foi dinheiro jogado fora. E vamos ver agora como eles vão fazer a licitação do transporte coletivo. Certamente que mantendo tudo como está, apesar da cidade inteira saber que operacionalmente está obsoleto, prejudicando o trânsito na área central e continuando sem integração das linhas e com isto, praticando uma tarifa cara , em prejuízo a cidade e seus moradores.”

Ouça a manifestação do ex-prefeito, gravada ontem na urca:

A polêmica licitação de transporte público ainda sem data definida, deverá ser realizada em um prazo de cinco meses, porém os debates e reuniões referentes a este assunto já deveriam ter sido iniciadas.

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