Imagine que a lua fosse a terra originalmente há milhões de anos, e tudo que ocorre nos dias atuais também ocorreu em outro período, distante e do qual não há registros propositadamente. Pouco provável? Nem tanto assim.

Os esforços astronômicos desenvolvidos por agências espaciais, o folclore ufológico, casos de avistamentos jamais confirmados, e mistério em torno de toda tecnologia empregada nesta escalada, apenas confirmam que a única descoberta já feita é em essência o conjunto de descobertas ao longo de milênios da história da humanidade iluminando um passado ainda não percebido.

Acontece que cada vez mais, as experiências das agências espaciais convergem para uma única realidade:

O homem conseguiu compreender e manipular para benefício próprio fenômenos que podem ser reproduzidos de maneira artificial, como as ondas eletromagnéticas, raios em determinadas faixas de frequência, temperatura e estado da matéria. O mais excepcional é que por mais que se acredite possuir o controle sobre estes fenômenos, apenas obedecemos exigências do que nossa raça denominou como sendo a física, a matemática, a ciência.

Não importa como, jamais poderemos ultrapassar os limites destas imposições, não por falta de capacidade, mas pelo preço altíssimo à se pagar, e neste caso em específico, não há recompensa.

Ambientes específicos sem atmosfera, hostis à nossa fisiologia denota parte dos limites que não podemos ultrapassar e nos condiciona a submeter-se a necessidade de criar e levar sempre conosco a atmosfera necessária para que se possa sobreviver.

Mesmo que fosse possível colonizar um planeta como Marte, a humanidade estaria restringida, não importa a tecnologia, nem o tempo, sempre será necessário estar fechado em um ambiente controlado que sempre estará sujeito a falhas.

Não há como criar atmosfera no vácuo, e tal como um buraco negro, onde a física não existe, não há suporte sequer para sustentar a matéria ou o próprio vácuo.

A designação espaço, éter, deixará de fazer sentido dentro de alguns anos, pois o conceito de anti-matéria será re-assimilado. Não há espaço, na verdade há um caminho, uma rodovia que necessita de veículos desenvolvidos para que se possa trafegar. A necessidade de propulsão deixa isto claro, na saída da atmosfera intensa, e no “espaço “ livre das forças gravitacionais, quase nula porém ainda necessária. Portanto, acreditar que o vácuo é uma espécie de matéria inexistente é equivocado.

A “rodovia” denota sua existência uma vez que corpos celestes exercem força gravitacional, e é impossível a existência desta, sem um meio físico na qual possa se propagar, mais precisamente exercer sua atração ou repulsão conforme a situação.

Planetas, estrelas e corpos celestes estão dispostos em suas posições de maneira aleatória no que chamamos de cosmo, mas obedecendo uma espécie de ponto de repouso gravitacional. Algo parecido com o que denominamos de centro de gravidade ao equilibrar um ovo ou qualquer outro objeto afim de mantê-lo fixo em determinada posição.

As dimensões e composição foram determinantes para que a disposição que hoje conhecemos dos corpos celestes seja mantida até que eventos externos ou internos provoquem deslocamentos. Ainda é uma incógnita a formação das galáxias, e muito cedo para tentar entender o strike cósmico que originou tal disposição, se é que houve um.

A propagação de gases no cosmo é intrigante, e você já deve ter se perguntado para onde vão as partículas gasosas quando liberadas no cosmo. Os anéis interplanetários talvez sejam uma resposta, pois como citado acima a gravidade age de maneira diferente ao estado da matéria, tempo, densidade e temperatura. Mas isto não é tudo. Falta descobrir outras variáveis que agem e interagem com as variáveis já conhecidas pela humanidade, para que não fiquemos presos à cauda deste cometa de dúvidas.

No universo, ondas, delatam a existência deste caminho, pois apesar de não visíveis necessitam de um meio físico para se propagarem. A diferença está nas características deste meio e o modo como estas ondas reagem (água, eletromagnetismo).

Existe informação ainda não assimilada, a ser descoberta, e que possibilitará quebrar paradigmas e regras que limitam, por exemplo, a velocidade com a qual poderemos viajar no cosmo.

Teorias como a da relatividade serão modificadas na medida que novos conceitos de locomoção forem propostos. Existe um quebra-cabeças e resolvê-lo é um desafio sem data de vencimento.

A colonização de planetas é análogo a construção de pontes. Demarcado o percurso, é necessário implantar os pilares que sustentarão a ponte. Algo parecido será necessário nas viagens interplanetárias. É necessário implantar as estações de “passagem”, para que seja possível transferir tecnologia e materiais necessários para suporte de vida. A estação espacial internacional é o ponto de partida.

E é desta maneira, empregando mão de obra para fabricar os materiais no espaço, mediante exploração de recursos minerais de planetas próximos, que será possível uma primeira escalada cósmica da humanidade. Cada estação deverá possuir independência uma da outra do ponto de vista de mão de obra, produtores, engenheiros, professores, mecânicos, médicos, cientistas, enfim, de todos os setores da humanidade. Engana-se quem pensa que viagens ao espaço tenham que ser um privilégio de ricos, muito pelo contrário, a escalada cósmica necessitará basicamente da união de recursos humanos nas mais variadas áreas, ou não se chegará a lugar algum.

Se você leu até aqui, entenderá que a exploração espacial é perda de tempo, precisamos, mais do que nunca, pensarmos na escalada cósmica, única maneira de saírmos de casa, para passear no jardim cósmico.

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